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RESUMO GEOGRAFIA – MILTON SANTOS

RESUMO GEOGRAFIA – MILTON SANTOS

– Período técnico-científico = nos anos 70 no Brasil, revolução das telecomunicações.

– O novo meio geográfico (técnico-científico-informacional) permanece circunscrito a algumas áreas. Com ele, agravam-se as diferenças regionais e aumenta a importância da região concentrada (sudeste + sul) com a hegemonia paulista;

– As primeiras indústrias brasileiras não eram obrigatoriamente urbanas. Algumas dependiam diretamente de matérias-primas ou de fontes de energia que se encontravam fora das cidades;

– Entre 1900 e 1940, estabelece-se uma rede urbana de cidades, é um começo de integração nacional e um início da hegemonia de SP, formação de um esboço de mercado territorial localizado no centro-sul;

– Até 1930, houve um crescimento não-intencional da indústria baseada na substituição de importações;

– A produção industrial torna-se mais complexa, estendendo-se sobretudo para áreas novas do Sul, alguns pontos do centro-oeste, do Nordeste e do Norte (Manaus);

 

RESUMO COMPLEMENTAR PROVAS DE GEOGRAFIA 2003 A 2006

RESUMO COMPLEMENTAR PROVAS DE GEOGRAFIA 2003 A 2006

– O Brasil atingirá a estabilidade demográfica em 2025, o que irá refletir importantes mudanças estruturais da sociedade brasileira;

– A década de 90 observa o crescimento populacional dos municípios de médio e pequeno porte, a diminuição do movimento migratório em direção ao Sudeste, a continuidade do vetor migratório em direção a Amazônia;

– Implantação da refinaria do nordeste, no Ceará, fundamental para diversificação industrial cearense;

– as maiores jazidas de minérios metálicos encontram-se na província do Xingú;

– Atualmente, estamos em fase de transição demográfica avançada, temos uma diminuição do crescimento populacional, o perfil etário se aproxima dos países desenvolvidos e a população adulta está aumentando, percentualmente, no conjunto da população;

– A criação da Sudene, na Bahia, resultou numa alteração estrutural na economia baiana, deixando de ser baseada em atividades agroexportadoras, passando a um modelo urbano-industrial;

– Em escala regional, as estratégias de industrialização desenvolvidas pela SUDENE promoveram uma descentralização industrial concentrada nas metrópoles;

– Os incentivos da Sudene contribuíram para a formação de um importante pólo têxtil no Ceará;

– Em Pernambuco, as atividades industriais que predominaram NÃO FORAM as de produção de bens intermediários;

– Os mais importantes commodyties exportados pelo Brasil são o suco de laranja, a soja e o café;

– Em 2001, eram legalmente reconhecidas vinte e uma regiões metropolitanas no Brasil, que correspondem a um conjunto de municípios integrados socioeconomicamente a uma cidade central, com serviços públicos e infraestruturas comuns;

– A integração efetiva do Mercosul depende da melhora na infraestrutura de transporte disponível, promovendo uma integração física do bloco. Não depende de divisão espacial do trabalho;

– No Brasil, os climas subúmidos correspondem às regiões de influência da MEC e da MTA;

– A Amazônia legal foi definida a partir da criação da SUDAM, como uma região de planejamento;

– o porto de Belém é considerado uma das principais portas de entrada para a Amazônia porque possui a melhor infraestrutura para o acostamento de embarcações de grande porte;

– Cidades como Salvador e Porto Alegre oferecem, às suas populações, bens e serviços de consumo muito e menos freqüentes. Os grandes centros brasileiros, como SP e RJ, possuem bens e serviços de consumo raro;

– A inserção da economia brasileira no processo de globalização inicia-se no início dos anos 90, consolidando-se com a liberalização comercial e a atração de investimentos estrangeiros diretos a partir de meados da década de 90;

– Os piores IDH não estão no semiárido nordestino, nem na Amazônia, mas em Alagoas e na PB;

– desde a 2ª metade da década de 1990, a Petrobrás não detém mais o monopólio sobre a pesquisa e a lavra de gás natural e de petróleo no território brasileiro.

– A localização da indústria não se define unicamente pelos mecanismos da economia de mercado, dependendo também de um política de Estado, a exemplo da localização dos centros siderúrgicos estatais no Vale do Aço mineiro;

– Um fato marcante da rápida urbanização brasileira é o contínuo crescimento das regiões metropolitanas, salvo o das metrópoles de SP e RJ, que sofrem efeito contrário;

– em NY não residem 600 mil brasileiros;

– As regiões tendem a se especializar em poucos setores da atividade econômica;

 

RESUMO PROVAS GEOGRAFIA

RESUMO PROVAS GEOGRAFIA

ENERGIA

– O esgotamento de possibilidades de construção de grandes hidroelétricas na região Sudeste levou a uma mudança para modelos menores;

– As termoelétricas hoje existentes funcionam com matrizes energéticas como o carvão e o gás natural;

– Os chamados biocombustíveis tem sua matriz em programas anteriores como o Pró-álcool criado em 1975;

– A diversificação das fontes energéticas constitui-se em uma estratégia importante para o país, pois diminui a dependência em crises internas ou externas;

– O etanol e o biodiesel não substituirão EM CURTO PRAZO as demais fontes de energia;

– O principal subproduto da exploração do carvão é a pirita, responsável pela acidificação dos recursos hídricos.

– O carvão energético é destinado a produção de termoeletricidade e o carvão coque, destinado às siderurgias;

 

URBANIZAÇÃO

– É uma característica histórica da urbanização brasileira as cidades que se voltavam muito mais para o exterior do que para o território nacional;

– teoria das localidades centrais: hierarquia urbana, centros importantes e NÃO é uma característica histórica da urbanização brasileira;

– As metrópoles e grandes cidades brasileiras apresentam um grande déficit de habitação. A causa desse déficit é a natureza monopolista do mercado do solo urbano. NÃO SÃO CAUSAS: a desarticulação entre os entes federativos nem a carência de planejamento urbano integrado;

– Na década de 90, não houve aumento dos migrantes do campo para as metrópoles, nem retorno da população da cidade para o campo.

– Nas década de 90, as metrópoles regionais, pelas relações nacionais que passam a estabelecer, tenderam a mudar a sua qualificação.

– A partir da década de 1980, a cidade de SP passou por um processo de perda relativa da sua participação industrial para outras regiões do Estado de SP e do Brasil, pois houve sua transição para cidade informacional;

– O desenvolvimento capitalista brasileiro criou condições para tornar a cidade de SP uma metrópole com grande poder de centralização, devido a característica de ser uma metrópole econômica e ter a contigüidade moderna;

– A partir da década de 50 do século passado, estabelece-se uma tendência à aglomeração da população em cidades com mais de 20 mil habitantes, conduzindo a um processo de urbanização concentrada e posterior metropolização;

 

POPULAÇÃO

– Os movimentos migratórios têm se reduzido em direção ao Sudeste. No Nordeste este movimento caracterizou-se mais pelo seu caráter intrarregional;

 

ESPAÇO RURAL

– Pode-se associar ao desenvolvimento capitalista no campo brasileiro a destruição e recriação do trabalho camponês.

– O latifúndio por dimensão é todo imóvel com área superior a seiscentas vezes o módulo rural médio fixado para a respectiva região e tipos de exploração nela decorrentes;

– A causa do Brasil apresentar grande mobilidade da população é a necessidade de mão de obra estacional e a ocupação da fronteira agrícola;

– culturas de exportação: laranja na região Sudeste, em SP e no triângulo mineiro;

– O processo histórico que gerou a concentração fundiária no Brasil revela que ocorreu, simultaneamente a essa concentração, um crescimento dos pequenos estabelecimentos rurais;

 

NORDESTE

– É uma característica atual a agricultura moderna localizada nos perímetros irrigados;

 

VEGETAÇÃO

– O domínio morfoclimático dos Mares de Morros apresenta maior suscetibilidade a desastres naturais dadas as suas características morfoestruturais.

– O elevado aumento dos totais pluviométricos NÃO é o responsável pelas catástrofes urbanas;

– CERRADO: apresenta árvores e arbustos baixos coexistindo com gramíneas. Existem, no entanto, outras fisionomias que vão de campos limpos até formações arbóreas. Abriga uma importante biodiversidade e apresenta grande quantidade de espécies endêmicas ainda pouco conhecidas;

– MATA ATLÂNTICA: é um dos biomas mais importantes para a preservação da biodiversidade brasileira e mundial. É uma formação vegetal densa com árvores altas em setores mais baixos do relevo;

– CAATINGA: é uma formação bastante heterogênea e apresenta grande variedade de espécies. Sua vegetação é xerófila, na qual predominam arbustos caducifólios e espinhosos. No verão, em razão da ocorrência de chuvas brotam folhas verdes e flores.

CLIMA

– A MEC não influencia diretamente o clima seco do Nordeste brasileiro;

GLOBALIZAÇÃO

– A globalização atua DIRETAMENTE no território alteranto a sua configuração espacial;

– Os movimentos de concentração e desconcentração da indústria estão intrinsecamente ligados às demandas internacionais;

– A expansão da cadeia da soja e avicultura no Centro-Oeste do país obedece a uma lógica de minimização de custos das grandes empresas;

– A lógica da organização territorial no Brasil obedeceu, em uma fase inicial, o interesse nacional. Hoje, apresenta-se fragmentada e subordinada às demandas internacionais;

 

INDÚSTRIA

– A partir da década de 70 do século passado, o Brasil passa por um movimento de transformação da produção industrial.

– A produção industrial tornou-se mais complexa e estendeu-se para novas áreas do Sul e alguns pontos do Centro-Oeste, Nordeste e Norte (Manaus);

– No período compreendido entre 1970 e 1990, a região Sul desponta como ganhadora de investimentos na área industrial;

– O crescimento de indústrias do setor de alimentos como a Ceval e a Sadia cria na região Sul um locus de grandes empresas;

– A desconcentração industrial no Brasil não tirou a hegemonia do Sudeste;

– Muitas das economias externas necessárias à atividade industrial, como centrais elétricas, usinas siderúrgicas e estradas, entre outras, foram feitas à custa dos investimentos do Estado brasileiro;

– A aceleração do processo de substituição das importações do Brasil, a partir da II GM, revelou que as economias externas do Sudeste já apresentavam condições para produzir bens de consumo duráveis;

– Em relação à indústria brasileira do século XXI, pode-se afirmar que no país foram criados vários pólos tecnológicos que concentram atividades de pesquisa e desenvolvimento de tecnologia de ponta, o apoio governamental foi fundamental para este acontecimento;

 

AMAZÔNIA

– A Amazônia compreende um território entremeado de grandes vazios populacionais, o que pode facilitar a implantação de grandes projetos hidroelétricos, essenciais ao crescimento do país.

– O grande potencial hídrico da Amazônia a torna uma área estratégica frente aos cenários de escassez hídrica global que se avizinham;

 

PLANEJAMENTO REGIONAL

– A região centro-sul se implantou sobre um meio mecanizado e com denso sistema de relações. Desponta como região ganhadora especialmente no setor secundário e terciário;

– A região nordeste caracteriza-se como de povoamento antigo. Evidencia baixos índices de mecanização, apresentando manchas de prosperidade e muitos núcleos de urbanização;

– A região centro-oeste é considerada como área de ocupação periférica recente. Apresenta forte crescimento no setor primário, beneficiado pelo relativo baixo valor da terra;

– A região norte possui baixa densidade demográfica e forte influência do setor primário na economia regional;

– As terras do atual estado do Acre foram adquiridas, nos termos finais, a partir de acordos com a Bolívia e com o Peru;

– O fundamento da atual divisão regional feita pelo IBGE, estabelecida em 1988, foi definido a partir das características econômicas, demográficas e naturais e corresponde às macrorregiões homogêneas;

– As regiões geoeconômicas brasileiras foram criadas pelo geógrafo Pedro Pinchas Geiger e dividiu em AMAZÔNIA, NORDESTE E CENTRO-SUL, os critérios dessa divisão seriam os processos socioeconômicos de cada porção do território e de acordo com esse critério, os limites entre essas regiões não obedecem aos limites político-administrativos dos estados;

 

 

MERCOSUL

– Uma das situações adversas que afetaram o funcionamento do Mercosul foi a crise econômica e política que abalou a Argentina no início desta década;

– O bloco econômico vigora desde 1991, inicialmente como área de livre comércio, com a assinatura do Tratado de Assunção pelos quatro países signatários: Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai;

– Apesar da importância no âmbito regional, o Mercosul, se comparado economicamente aos grandes blocos mundiais, é bastante pequeno;

– Dentre os óbices à maior integração econômica do Mercosul está a grande diferença socioeconômica entre os países membros e a extrema fragilidade de algumas economias;

– O Brasil apresenta vantagens em relação aos outros parceiros, uma vez que sua economia possui grande capacidade instalada para atender o Mercosul.

– O Mercosul tem como objetivo buscar estabelecer uma tarifa externa comum que é, na verdade, um conjunto de tarifas que incidem sobre as importações realizadas pelos países-membros do bloco;

 

RECURSOS MINERAIS

– O setor mineral no Brasil apresenta três importantes segmentos: a metalurgia, a química e a indústria de cimento;

 

RELEVO

– As três grandes macroestruturas geológicas que desempenham papel importante no relevo brasileiro são as bacias sedimentares, áreas cratônicas e dobramentos antigos;

– Em relação às planícies brasileiras, elas ocupam extensões menores que os planaltos, apesar da sua grande expressão na Amazônia;

 

 

 

CLIMA

– O posicionamento astronômico do território brasileiro se dá nos hemisférios norte e sul e no ocidental, com extensão de cerca de 38º de Latitude por 39º de longitude. Esta disposição é um dos fatores que produzem a grande diversidade climática no país;

 

RESUMO GEOGRAFIA

RESUMO GEOGRAFIA apostila azul

– As atividades econômicas desenvolvidas no Brasil ao longo da história estão associadas às potencialidades naturais do território.

– Um fato que se destaca nos três primeiros séculos de ocupação do território brasileiro é a descontinuidade espacial, formação de “ilhas”;

– Os tropeiros e pecuaristas foram os principais responsáveis pela consolidação de rotas mais duradouras, bem como pela instalação de áreas de pouco, que gradativamente se tornaram núcleos de povoamento;

– O século XIX destacou-se pela aceleração do processo de expansão do território a partir de várias atividades econômicas;

– O século XX marcou a consolidação do território brasileiro não somente por sua efetiva ocupação, como também pelo processo de integração, que possibilitou, com as vias de transporte, superar o caráter de “arquipélago”;

– somente nas últimas décadas do século XIX passou-se a empregar o trabalhador livre;

– O crescimento da economia agroexportadora foi decisivo para o impulso industrial das últimas décadas do século XIX.

– Graças à demanda interna e políticas estatais (financiamentos, protecionismo) é que a indústria brasileira teve avanço através do processo de substituição de importações.

– A partir da crise de 1929, a atividade industrial passou a ser o carro-chefe da economia, ultrapassando o setor agroexportador.

– A obtenção de financiamento norte-americano para criação da indústria siderúrgica representou a chegada da Segunda revolução industrial no Brasil;

– em 1940, o espaço ainda é fragmentado e pouco integrado;

– As fronteiras regionais podem ou não coincidir com as divisões político-administrativas estabelecidas;

– 1ª divisão do Brasil em regiões: 1941, pelo IBGE, 21 estados, 1 território, 1 distrito federal, 5 regiões de acordo com características naturais e limites político-administrativos dos estados;

– Divisão do Brasil atual: divisão de 1967 + alterações de 1988, ou seja, Roraima e Amapá passam a ser estados, criação do estado de Tocantins pela divisão do norte de Goiás, 26 estados e 1 distrito federal, totalizando 27 unidades político-administrativas. O Brasil encontra-se dividido em 5 macrorregiões.

– Os constantes déficits da balança comercial, associados às leis de redução das remessas de lucros, dificultaram a aceleração da industrialização. Somente na segunda metade dos anos de 1950, no governo J.K, houve uma guinada em relação à obtenção de capitais externos.

– O Estado permaneceu implantando a infraestrutura (transportes, energia, comunicações) e criando e expandindo as indústrias de base (siderúrgica e petroquímica), porque eram considerados setores de riscos. Apesar disso, a industrialização brasileira passou a depender da expansão capitalista dos países centrais, ou seja, dos investimentos das multinacionais;

– As empresas de capital nacional passaram a ocupar um papel secundário diante das multinacionais e das estatais;

– Depois do golpe militar de 1964, cresceu de modo significativo o elo entre a economia brasileira e o capital internacional;

– O conhecido milagre econômico provocou forte concentração de renda. O milagre foi encerrado com a primeira crise do petróleo em 1973;

– Nordeste:

a) grande variedade de paisagens climatobotânicas, por isso possui 4 sub-regiões: zona da mata, agreste, sertão e meio-norte;

b)No meio-norte a expansão ocorreu no sentido norte-sul;

c) Seu primeiro grande surto industrial ocorreu durante os governos militares com incentivos da SUDENE. As principais áreas industriais são Salvador, Recife e Fortaleza;

– Sudeste:

a) SB = cidade mundial;

b) A produção agrícola da região apresenta os maiores níveis de mecanização do país. Importantes agroindústrias de laranja e cana de açúcar estão principalmente no estado de SP. No entanto, como em outras regiões, essa agricultura moderna coexiste com cultivos tradicionais e pouco mecanizados;

– Sul:

a) maior parte na zona temperada;

b) seu crescimento demográfico e econômico começou a ocorrer apenas no século XIX através dos imigrantes europeus com um sistema de pequenas propriedades. Apresenta os melhores indicadores sociais em saúde e educação.

– Centro-oeste:

a) Sempre se manteve afastado do centro das decisões políticas. A partir da segunda metade do século XX, o sul da região recebeu os reflexos do crescimento da economia paulista.

b) com as rodovias que ligavam a nova capital ao restante do país, migrantes sulinos, em grande maioria, passaram a desbravar o cerrado com o cultivo de grãos. O baixo preço da terra naquele momento é que provocou a atração.

– Norte:

a) O primeiro grande surto de ocupação foi com a borracha entre 1870 e 1910;

b) A partir dos governos militares é que a região se integrou ao contexto nacional a partir de duas grandes rodovias: a transamazônica e a Cuiabá-santarém;

c) Atualmente, a região apresenta a maior concentração de grandes propriedades do Brasil;

– Com o enriquecimento, o Sudeste, liderado pela cidade de SP, tronou-se o grande articulador do processo de integração nacional. As demais regiões passaram a gravitar em torno dele;

– Regiões geoeconômicas: Amazônia, nordeste e centro-sul. Feita pelo geógrafo Pedro Pinchas Geiger, de acordo com os processos socioeconômicos e os limites dessas regiões não respeitam os limites político-administrativos dos estados.

– No século XX, os geógrafos Milton Santos e Maria Laura Silveira apresentaram uma nova proposta, com a divisão em 4 regiões de acordo com o meio técnico-científico-informacional e são elas: Amazônia, nordeste, centro-oeste e REGIÃO CONCENTRADA (sudeste + sul).

– Na região concentrada, estariam implantados os níveis da técnica, da ciência e da informação que lhe garantiriam participar mais efetivamente do processo de globalização. Dessa forma, a região concentraria atividades relacionadas ao setor terciário e de serviços superiores (finanças, marketing),

– Na região concentrada também haveria atividades industriais de ponta e atividades agrícolas mecanizadas e com alta produtividade. As demais regiões estariam em estágios técnico-científicos menos avançados.

– 60% da Amazônia encontra-se em território brasileiro. A Amazônia brasileira se chama AMAZÔNIA LEGAL e compreende a região norte, o MT e algumas porções do MA;

– SIVAM = sistema de vigilância da Amazônia, criado em 1990, para controle do espaço aéreo e presença das forças armadas na região.

– SIPAM = sistema de proteção da Amazônia, promove o levantamento de informações que subsidiam as ações de proteção da Amazônia;

– O capital externo também financiou a Amazônia;

– O desenvolvimento não uniforme do país está relacionado, entre outras razões, à sua grande extensão territorial;

– atualmente, a região Sudeste desempenha o papel de líder na formação do mercado interno; são as demandas nela geradas que resultam na ocupação dos espaços econômicos mais importantes do país.

– Nas últimas décadas, tem-se verificado um movimento de desconcentração das atividades industriais rumo a outras regiões brasileiras;

– Polos de desenvolvimento foram criados durante a ditadura como o poloamazônia, o pólo centro e o pólo noroeste, que incentivavam a exploração mineral e projetos agropecuários direcionados à exportação;

– no governo Lula, o Estado ampliou sua participação em obras públicas;

– A ocupação da Amazônia se fez em surtos ligados a demandas externas seguidos de grandes períodos de estagnação e decadência;

– Em SP, a maioria das ferrovias empregou capital nacional, com exceção da SP railway. Nas demais partes do Brasil, foi o capital inglês que financiou;

– ao final da década de 1950, o Estado estatizou boa parte das ferrovias. As ferrovias não integram regiões, mas ligam as áreas produtoras aos portos;

– causas da decadência das ferrovias: crescimento da indústria automobilística no país + pressão das multinacionais do setor no sentido de estimular o crescimento das rodovias;

– Não se pode negar que as rodovias contribuíram para a integração intra e interregional. Em outras palavras, enquanto o traçado das ferrovias era determinado pela áreasprodutoras de bens e seu objetivo principal era o escoamento da produção, as rodovias, com traçado mais flexível, permitiram novas ligações entre espaços diferenciados;

– cerca de 90% das rodovias se encontram ainda sem pavimentação;

– BR 364 = Cuiabá-Porto Velho. Essa estrada promoveu o rápido povoamento de Rondônia. O processo de ocupação teve a ação direta do Estado. Ao longo dessa rodovia ocorreu uma ocupação desordenada tanto por particulares como por companhias colonizadoras. Ali se instalaram milhares de migrantes, sobretudo sulinos, que provocaram intenso processo de desmatamento;

– O Brasil chega ao século XXI com um elevado grau de integração territorial;

– Na segunda metade da década de 1990, as principais rodovias passaram por privatização por meio de concessões;

– A região norte foi quem mais cresceu economicamente, por causa da expansão da agropecuária, como o arroz, a soja e o gado bovino;

– A principal hidrovia brasileira é formada pelos rios Paraná e seu afluente, o Tietê. As barcaças que percorrem o rio transportam soja, álcool, milho, calcário e cana de açúcar;

– o potencial brasileiro em hidrovias não é plenamente utilizado;

– Apesar do extenso litoral, o Brasil não dispõe de um número elevado de portos. De modo geral, os portos brasileiros apresentam baixa eficiência técnica, como a morosidade na carga e descarga, a deficiência no armazenamento de mercadorias, etc.

– Atualmente, o maior porto exportador brasileiro é o de Tubarão (ES), especializado em minério de ferro. O porto de Santos (SP) destaca-se pela variedade de produtos exportados e importados;

– O sistema de transportes fluido concentra-se nas regiões sudeste e sul. Tal concentração se dá devido a um processo circular, no qual a divisão territorial do trabalho mais intensa gera uma maior necessidade de circulação, que encontra resposta na difusão dos transportes, que permitem, por sua vez, uma maior especialização e distribuição das funções produtivas. Tal processo circular leva a uma maior densidade do meio técnico em uma área contígua do território, denominada de Região concentrada;

TIPOS CLIMÁTICOS BRASILEIROS:

a)      O Brasil apresenta grande variedade de climas.

– 5 tipos climáticos:

  • Equatorial: Região norte, mEc, mEa e Zona de Convergência do atlântico sul influenciam. Temperatura média anual alta e baixa amplitude térmica. Setembro e outubro são os meses mais quentes e Junho a agosto os meses mais frios com o fenômeno da friagem. Pluviosidade alta e heterogênea.
  • Tropical equatorial: parte do Norte e do Nordeste. Inclui o semiárido, mas é mais amplo. Médias altas de temperatura. O semiárido possui de sete a oito meses de seca.
  • Tropical litorâneo do Nordeste oriental: clima úmido e quente, elevadas temperaturas, com chuvas entre o final do verão e o inverno.
  • Tropical úmido-seco ou tropical do Brasil central: clima quente e úmido no verão e quente e seco no inverno. Chuvas concentradas no verão, meses de novembro a março.
  • Subtropical úmico: massas de ar tropicais e polares. Regularidade na distribuição de chuvas, baixas temperaturas no inverno.

– El niño: mudanças bruscas na circulação da atmosfera e conseqüentes alterações nos índices pluviométricos e nas temperaturas em quase todo planeta. Significa o AQUECIMENTO das águas do pacífico e o enfraquecimento dos ventos alísios na região equatorial.

Consequências do El niño no Brasil: redução das chuvas no Norte, secas mais severas no Nordeste, superação das médias de chuva e temperaturas mais altas no MS, elevação da temperatura no inverno no Sudeste, maior ocorrência de chuvas e elevação da temperatura no Sul;

– La niña: RESFRIAMENTO das águas do Pacífico, intensificando os ventos alísios;

INDUSTRIALIZAÇÃO

– Com a chegada da família real em 1808, a revogação da medida que proibia indústria na colônia fez surgir algumas pequenas fábricas de transformação e beneficiamento de couro e de produção de tecidos e sapatos, formando a raiz da industrialização brasileira;

– Com a 1ª GM, além das indústrias de bens de consumo, surgiram fábricas de bens de produção, como pequenas siderúrgicas, metalúrgicas e fábricas de cimento;

– A tomada de poder por Getúlio Vargas, com a Revolução de 1930, consolidou a participação, nas estruturas do governo, de uma burguesia industrial nascente;

– 1940-1980 = período desenvolvimentista, planejamento integrado da economia. Implantar estradas, importar máquinas, expansão das indústrias siderúrgicas;

– Prioridades do governo militar: petroquímica, extração mineral, siderurgia, construção naval, mecânica, agropecuária e comunicações. Período de fortes investimentos públicos em obras estatais em setores considerados estratégicos, como o energético, o de transportes e o de extração mineral;

– Uma das características que marcaram todo o processo de industrialização brasileira foi a presença de capitais nacionais, estrangeiros e estatais.

– As empresas multinacionais entraram após a 2ª GM e atualmente concentram-se nos ramos automobilístico, farmacêutico, elétrico, eletroeletrônico e químico;

– Duas fases da indústria: do final do século XIX até 1970, houve concentração no Sudeste e Sul. De 1970 aos dias atuais, houve desconcentração pela ação do Estado;

– Duas condições para a desconcentração industrial: transporte eficaz e o progresso da ciência e da técnica, que permite o aumento da especialização dos lugares, muitas vezes separando a produção dos centros de decisão e comércio.

– A partir de 1980, o Estado diminuiu sua atuação na indústria.

– Tem ocorrido um significativo aumento da industrialização do Centro-Oeste, em grande parte encabeçado pelo setor agroindustrial, ligado à expansão da fronteira agrícola;

– O parque industrial brasileiro é bastante diversificado e beneficia-se do amplo mercado interno e forte potencial exportador.

– As novas descobertas de petróleo no litoral brasileiro possibilitaram a autossuficiência do Brasil;

AGRICULTURA

– propriedade da terra altamente concentrada;

– até a segunda metade do século XIX, o poder agrário estava associado à posse do escravo;

– A lei de terras e a abolição marcaram a transição para uma agricultura capitalista;

– Latifúndio: grande propriedade improdutiva

– A empresa rural não pode ser chamada de latifúndio;

– A moderna empresa rural surgiu após 1970, com a utilização da química e de outros ramos da ciência;

– A partir da década de 1970, juntamente com a implantação de tecnologia no campo, o movimento da fronteira agrícola passou para os estados do Centro-Oeste;

– Lavouras temporárias: todas aquelas utilizadas para o plantio de curta duração, geralmente menos de 1 ano. Ex: soja, milho, açúcar. As terras que estão em descanso também são lavouras temporárias;

– Lavouras permanentes: de longa duração, duram vários anos sem precisar de um novo plantio. Ex: café, laranja, cacau e banana;

– Pastagem natural: destinam-se ao gado e sua formação se deu sem o plantio.

– Pastagem plantada: se deu através do plantio. Predomina no Brasil.

– Matas e florestas naturais: áreas de extração vegetal e reservas florestais. Predomina.

– Matas e florestas plantadas ou artificiais: áreas empregadas para plantio comercial como o eucalipto e o pinheiro;

– a agricultura brasileira atingiu um alto grau de crescimento nos anos de 1970;

– Foram aumentadas as áreas de cultivo de produtos ligados à transformação industrial, como soja, madeira, cana e laranja e diminuídas as áreas de produtos de menor integração industrial como o feijão e a mandioca;

– Uma série de incentivos, como a diminuição de taxas e impostos, era dada aos produtos agrícolas que passassem por algum tipo de transformação industrial antes de serem exportados;

– O governo também implementou políticas agrícolas para os produtos voltados ao mercado interno, como o arroz, o feijão e o milho;

– As ligas camponesas existiram de 1945 a 1964 e ocupavam terras.

– Atividades como pequeno lazer ou pequenos negócios ganharam destaque a partir de 1980, configurando o “novo rural”;

– As novas atividades agropecuárias destacam-se com a criação de pequenos animais, flores, frutas e hortaliças, agricultura orgânica. O grupo das atividades rurais não-agrícolas consiste nas atividades ligadas à moradia, à prestação de serviços, ao lazer e a uma série de atividades industriais;

– No Brasil, destaca-se a produção de três matérias-primas de grande importância para a indústria: o algodão, a madeira e a borracha;

– Atualmente, destaca-se a produção de algodão em MT e BA, mas até 1980 era SP e PR;

– Atualmente, grande parte da produção de borracha vem de SP, BA e MT;

– madeira: SP, BA, PR e SC;

– arroz: RS, SC, MT e MA;

– feijão: PR, MG e BA;

– leite: MG, RS, PR e GO;

– O Brasil é o maior exportador de suco de laranja e sua produção se concentra em SP;

– A soja é uma das responsáveis pela ocupação de áreas no Centro-Oeste, na Amazônia legal e no Nordeste;

– cinturões verdes: áreas de produção de hortaliças, legumes e frutas voltadas ao abastecimento das grandes cidades.

– atualmente, o biodiesel é utilizado para substituir parcialmente o óleo diesel em motores de veículos e máquinas;

– O êxodo rural começa na década de 1930 e se acentua na década de 1950;

POPULAÇÃO BRASILEIRA

– Um dos traços mais evidentes da estrutura étnica do Brasil é a desigualdade de condições socioeconômicas;

– As pessoas que se declaram pretas e pardas compõem as maiores parcelas entre as que vivem com baixo poder aquisitivo;

– A população brasileira tinha em 2007 uma quantidade praticamente igual de pessoas que se declaravam brancas e daquelas que se declaravam pardas e pretas;;

– A escolaridade e a renda daqueles que se declaram brancos é consideravelmente superior aos negros e aos pardos;

– O processo de transição demográfica se iniciou em 1950;

– A partir das décadas de 1960 e 1970, a urbanização e a industrialização exerceram forte influência sobre as taxas de natalidade e fecundidade;

– O declínio da fecundidade teve impacto sobre a estrutura etária da população, a partir da década de 1980;

– A faixa da população em idade considerada potencialmente ativa, entre 15 e 64 anos de idade, apresentou crescimento expressivo;

– A população de 65 anos ou mais de idade dobrou a sua participação no total da população entre 1950 e 2000;

– O IDH é calculado de acordo com 3 fatores: educação (taxa de alfabetização e escolarização) + longevidade (expectativa de vida ao nascer) + renda;

– Em 2009, o Brasil ocupou a 75ª posição, com um IDH de 0,813, portanto no grupo de alto IDH, mas é uma taxa que não retrata a realidade, já que encobre as desigualdades internas de um país;

– No período entre 1980 e 2008, o Brasil passou de médio para alto IDH, elevando seu índice;

– A população negra ainda não atingiu o IDH da população branca de 1991. A diferença principal está na diferença de renda entre negros e brancos. Ainda sim, tem-se percebido o crescimento do IDH da população negra;

– A partir das últimas décadas do século XX ocorreu um movimento de entrada ilegal de imigrantes, principalmente coreanos e bolivianos;

– O êxodo rural teve início em 1930 e se acentuou a partir de 1950 com a industrialização, a concentração de terras, a mecanização do campo e o Estatuto do trabalhador rural, pois este estendeu as leis trabalhistas ao campo e muitos agricultores foram demitidos para que os fazendeiros não pagassem impostos;

– Rondônia a partir da década de 1970 passou a atrair grande número de migrantes sulinos que deixavam seus estados em busca de terra barata;

– Atualmente, o que se vêem são migrações de curta distância, pois os grandes fluxos e longas distâncias deixaram de existir.

– A urbanização intensificou-se nas regiões das fronteiras agrícolas;

– Migração de retorno = iniciou em 1990 e significa o início da saída do Sudeste e o retorno para o Nordeste;

– Saldo migratório brasileiro é negativo, pois tem mais emigração do que imigração. Principais destinos dos brasileiros: EUA, Paraguai, Japão e Europa;

URBANIZAÇÃO

– O Sudeste e o Sul industrialmente mais desenvolvidos apresentaram taxas superiores de urbanização. O Centro-Oeste mesmo com uma economia centrada no agronegócio teve índices semelhantes ao do Sudeste, pois sua agricultura é altamente mecanizada. O Norte e o Nordeste apresentam menores percentuais de população urbana, mas já são superiores a 50%;

– Um dos aspectos mais importantes da modernização brasileira no século XX foi a formação de uma rede urbana hierarquizada, comandada por RJ e SP;

– Ainda persiste uma concentração de cidades na fachada oriental, litoral;

– Regiões metropolitanas: SP, RJ, BH, Porto Alegre, Recife, Salvador, Curitiba, Belém e Fortaleza;

– Metrópoles nacionais: SP, RJ e Brasília;

– Metrópoles: BH, Salvador, Recife, Fortaleza, Curitiba, Porto Alegre, Goiânia, Manaus e Belém;

– O autor discute se o Grande RJ é uma metrópole global, já que desde a mudança da capital para Brasília, o RJ tem perdido importância econômica;

– A partir da década de 1980, a saturação das metrópoles e os problemas sociais e ambientais dela decorrentes passaram a impelir as indústrias para cidades menores ou para regiões com menores custos de produção. Esse fato abriu espaço para o crescimento de cidades pequenas e médias, o que pode ser caracterizado como DESMETROPOLIZAÇÃO. O que se observa no Brasil é uma crescente substituição das atividades do setor secundário pela concentração dos serviços em metrópoles como SP e RJ;

– Não se formou uma megalópole entre RJ e SP, mas há uma interdependência entre as atividades econômicas. Destaca-se o setor nuclear de Resende, siderurgia em Volta Redonda e aeronáutico, petroquímico, eletrônico e automobilístico em SP;

– processo de terciarização = as metrópoles já saturadas vão reduzindo os postos de trabalho na indústria e passam a gerar demandas crescentes de serviços;

– As migrações para o Sudeste sofreram uma queda expressiva. As capitais nordestinas, como Salvador, Recife e Fortaleza, cresceram em importância; cidades médias das demais regiões passaram a atrair pessoas e empresas.

1940-1975 = tendência de metropolização, formação das grandes metrópoles industriais, forte concentração geográfica das indústrias;

1980-atual = saturação das grandes metrópoles, estímulo de crescimento às cidades pequenas e médias, tendência de desconcentração geográfica das empresas industriais;

– A excessiva concentração populacional gera distorções na paisagem urbana.

– Segregação socioespacial urbana = convivência entre moradias de alto padrão e submoradias em espaços exíguos, o que gera tensões sociais;

– A classe média troca antigas casas por prédios que ofereçam segurança, melhor localização e serviços diferenciados.

– A luta pelo espaço urbano é, portanto, uma constante na vida das principais cidades brasileiras. Muito contribui para isso a estratégia da especulação imobiliária;

– As cidades brasileiras cresceram sem respeito ao planejamento urbano;

– O preço dos terrenos e a valorização do espaço urbano vinculam-se não somente à quantidade e qualidade dos equipamentos urbanos, mas também aos elementos físicos dos lugares. Sendo assim, pode-se verificar nas cidades brasileiras uma relação entre relevo e camadas sociais;

– Grande metrópole nacional = SP

– Metrópole nacional: RJ e Brasília;